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Tubaronenses homenageiam Nossa Senhora da Piedade, no sábado (15)

Publicado em 13/09/2018 às 15:39 - Atualizado em 13/09/2018 às 15:54

Formada por uma população em grande parte católica, a cidade de Tubarão conserva até hoje os traços religiosos trazidos por seus colonizadores. Uma das heranças deixadas pelos açorianos é a devoção a Nossa Senhora da Piedade, por isso, todos os anos, no dia 15 de setembro, os tubaronenses param suas atividades para comemorar o Dia da Padroeira, participando das festividades programadas pela Diocese. Missas, procissão, benção, orações e a transladação luminosa da imagem de Nossa Senhora da Piedade celebram o Dia da Padroeira.


Conforme a lei nº 762/77 sancionada pelo então prefeito Paulo Osny May, o dia 15 de setembro é considerado feriado municipal. A lei foi decretada levando em conta a religiosidade da comunidade tubaronense, por isso, é o único feriado do município, já que 27 de maio, dia do aniversário de emancipação político-administrativa da cidade, é considerado ponto facultativo.

 


Programação completa

 

Quinta-feira – 13/09

19h30 – Missa e benção dos padrinhos. Celebrante: padre Antônio Vander da Silva (reitor do Santuário Diocesano do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus – Içara).

 


Sexta-feira – 14/09

19h30 – Missa e benção dos padrinhos e ação de graça pelos 60 anos de sacerdócio e 30 anos do episcopado de Dom Hilário Moser. Celebrante: Dom Hilário Moser e concelebrado pelos padres da Diocese de Tubarão.

 


Sábado – 15/09

09 horas – Oração da setena de Nossa Senhora das Dores.
17 horas – Procissão com a imagem de Nossa Senhora da Piedade, com passagem em todas as paróquias da cidade. (trajeto: ruas Conselheiro Mafra, Teodoto Tonon, Marcolino Martins Cabral, Tubalcain Faraco, Patrício Lima, José Alberto Nunes, São João, Sílvio Cargnin, José Bressan, Sílvio Búrigo, Altamiro Guimarães, Anita Garibaldi e Praça da Catedral).
19h30 – Missa Solene e bênção dos padrinhos, na Catedral, presidida por Dom João Francisco Salm.

 



Trajeto da Fé – O papa Pio VII foi quem introduziu na liturgia a celebração das Dores de Maria. Anos mais tarde, o papa Pio X fixou o dia 15 de setembro como dia oficial da Santa, para relembrar importante passagem bíblica. Também chamada de Nossa Senhora das Dores, de acordo com os escritos sagrados, a história de Maria Santíssima aconteceu na sexta-feira da paixão, quando voltou a se encontrar com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastou a pesada cruz até o Calvário para lá ser crucificado. Maria, vergada pela dor e pelo sofrimento de Jesus suspenso na cruz, acompanha o filho e permanece ao pé da cruz até o fim. Em Tubarão, a devoção pela Santa começou por volta de 1820, quando os primeiros moradores da região construíram uma pequena capela coberta de palhas para abrigar a imagem trazida pelos colonizadores. No final daquela década, João Teixeira Nunes doou uma área à Irmandade de Nossa Senhora da Piedade, para construir a igreja matriz. Por este motivo foi, inclusive, confundido como fundador da cidade. Já em maio de 1836, o governo provincial criou a Paróquia (Freguesia) Nossa Senhora da Piedade de Tubarão, dando início ao povoamento da região. Ao redor da antiga capela, a cidade foi se desenvolvendo. Com o crescimento da população e da devoção à Nossa Senhora, a comunidade se mobilizou e em 1965 iniciou a construção de um majestoso templo.
O novo espaço religioso só foi inaugurado em 1971. Desde então, a Catedral tornou-se cartão-postal do município e monumento expressivo que traduz toda a devoção e o carinho dos tubaronenses à Nossa Senhora da Piedade.