24/03/2006
Com um trenzinho de brinquedo nos braços, Mateus Andrade e Silva, de 8 anos, observou fixamente a locomotiva reformada pelo Museu Ferroviário de Tubarão sair da estação. A fumaça e o barulho característicos do transporte a vapor encantaram o menino, que ficou curioso em saber da onde vinha a grande máquina de ferro.
A locomotiva que encantou Mateus e outras pessoas que a admiravam, no momento, estava passando por testes, após o processo de reforma pelo qual passou, no Museu Ferroviário de Tubarão. A máquina, que é proveniente de Minas Gerais, chegou à cidade em péssimas condições. Foi em Tubarão que os responsáveis por ela encontraram a chave para a sua reutilização, no transporte de passageiros. “Contamos com uma equipe de mais de 20 homens, entre jovens e senhores que são conhecedores da engenharia e podem passar as informações aos colegas novatos”, informa o diretor administrativo do Museu, Dorival Mateus de Oliveira.
Passando orgulhoso por entre os vagões na estação, Dorival explica o processo de revitalização das máquinas, provindas do Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e até mesmo da Alemanha e Tcheco Eslováquia. “A reforma pode ser dinâmica, quando a locomotiva será utilizada após os consertos e recuperação, e estática, destinada apenas à apreciação”, salienta.
A geração de empregos e receita para a cidade é o principal legado da revitalização das locomotivas, trabalho que pode levar até quatro meses. A manutenção dos vagões permite ainda a conservação do transporte férreo em Tubarão, colorindo os cartões postais da cidade.
Aproximadamente R$ 200 mil são investidos em cada reforma, recurso todo gasto no município, com a compra do material necessário. “O lucro é pequeno. A renda obtida com os passeios de Maria Fumaça contribui com os gastos. Trabalhamos, sobretudo, com negociação de peças, trocando figurinhas”, brinca o apaixonado administrador. Ele exemplifica, citando a locomotiva de Minas Gerais. “Em troca da reforma, ganhamos dois vagões: mais peças para o nosso acervo cultural”, complementa.
Tão empolgado quanto Dorival, o menino Mateus já pensa em fazer o tal passeio de trem. Interessados em passear sobre os trilhos da história podem agendar com o administrador do Museu Ferroviário de Tubarão, pelo telefone 3632-3450. Outra alternativa é comparecer ao local, na avenida Pedro Zapelini, 9999, bairro Oficinas e se encantar com as antigas máquinas das quais nem o passar do tempo tira o brilho.
Cultura – Além das locomotivas estacionadas no pátio da estação, um acervo com telégrafos, máquinas de escrever e outros materiais que fazem parte da administração da ferrovia também chamam a atenção pela antiguidade e conservação.
O Museu Ferroviário de Tubarão é dirigido por José Wartmuth e a intenção, de acordo com o administrador, é fazer do espaço uma Fundação e Oficina de locomotivas.
Apoio – Na segunda-feira (27), o secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Tubarão, Felipe Felisbino, tem encontro agendado com o administrador do Museu Ferroviário de Tubarão. A finalidade do encontro é discutir as necessidades do local e possibilidades de eventuais parcerias, a fim de ressaltar o papel do Museu, que destaca Tubarão em âmbito estadual, no que se refere à conservação da cultura ferroviária.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social
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